ABERTURA RITMADA

A roda de Jongo inaugura as atrações com a abertura dos portões às 15h da quarta-feira, 25 de julho, embalando a chegada dos visitantes à cidade-palco de um dos mais importantes eventos literários do mundo.

Expressão cultural sincretizada a partir das raízes africanas dos escravos, seus descendentes e sua tradição oral, o Jongo é uma união de ritual, dança e música, com palmas, cantos (pontos) e tambores.

As mulheres e crianças moradoras do Quilombo do Campinho protagonizam a apresentação de boas vindas, enquanto o artista visual Fabio Marqui, ituense radicado em Paraty, fará o registro ao vivo dos movimentos.

EXPERIÊNCIAS GRÁFICAS

As tardes de quinta a sábado são dedicadas às experiências gráficas. Cada um poderá produzir seu próprio livro e levá-lo para casa. Os participantes terão a oportunidade de interagir com os criadores e experimentar algumas técnicas com papel e tinta em mãos.

Caligrafia, tipografia e colagem estão entre as possibilidades oferecidas livremente em um Itinerário Gráfico, que pode ser percorrido aleatoriamente. Se desejar, o visitante pode concluir o trajeto realizando a encadernação das obras produzidas aprendendo a técnica concertina australiana, que forma um volume sem o uso de cola, grampo ou costura.

O visitante poderá vivenciar a experiência de imprimir serigrafias, com a supervisão técnica de Ricardo Sutto, um dos mestres desse ofício. Cada dia haverá a matriz de uma obra diferente. Bueno, conhecido pelas séries Leitores e Pelé beijoqueiro, é um dos artistas convidados.

OFICINAS & MINICURSOS

Nas manhãs de 26, 27 e 28 de julho, das 10h às 12h, serão realizadas oficinas para crianças e adultos, que incluem técnicas de encadernação, livros animados, linguagens visuais e design. Às tardes dos mesmos dias, das 15h às 17h, serão ministrados minicursos de história do livro, curadoria e produção gráfica. As atividades são gratuitas, com vagas limitadas.

As inscrições devem ser feitas antecipadamente pelo botão abaixo.

CONVERSAS

Quinze sessões de diálogos sobre os mais diversos temas serão apresentados ao público durante a FLIP na Casa Fedrigoni. Entre os convidados estão o quadrinista, pintor e animador Rafael Coutinho; o editor André Conti; a educadora Júlia Porto; a fotógrafa Marina Klink; Carlos Zibel e Giselle Beiguelman, professores da FAU-USP; Maria Helena Pereira da Silva, da Azeviche Design, além de coordenadora de design editorial do IED Rio; a curadora Rosely Nakagawa; o artista visual Rubens Matuck; o produtor gráfico Walter Moreira; Manoel Manteigas de Oliveira, diretor técnico da Two Sides, organização global que promove a produção e o uso sustentáveis do papel; e Victor Falasca Megido, diretor-geral do Instituto Europeu de Design no Brasil.

VARAL ILUMINADO

Corpo[gráfico]

A arte da performance ganha espaço privilegiado com apresentações diárias do projeto “Empatia”, criado pela designer May Tanferri. Ela produz ao vivo gravuras diretamente a partir de sua pele, regenerada após os traumas da grave queimadura que sofreu.

 

Jam visual e cavalete aberto

Quando a noite chega, os artistas visuais Fabio Marqui e Junior Lopes armam seus cavaletes para registrar em pintura e desenho os olhares, movimentos, gestos, atos e desacatos dos habitantes da Casa.

As obras vão sendo expostas ainda com tinta fresca em um varal. Um cavalete estará à espera de quem se atreva a romper o branco do papel. É chegar. Criar. E pendurar no varal.

EXPOSIÇÕES

Hilda por Massao

Entre 1961 e 1999, Hilda Hilst e Massao Ohno colaboraram criativamente para lançar 13 edições primorosas, quase sempre em pequenas tiragens. Hoje, em sua maioria, são raros itens de colecionador e volumes nas estantes de orgulhosos bibliófilos.

Essa produção incorporou trabalhos de renomados artistas, alguns criados especialmente para os projetos editoriais e outros apropriados por Massao de seu círculo de talentosos amigos:

Anésia Pacheco Chaves, Arcangelo Ianelli, Cid de Oliveira, Cyro del Nero, Jaguar, Mora Fuentes, Kazuo Wakabayashi, Millôr Fernandes, Olga Bilenky, Tomie Ohtake e Wesley Duke Lee. 

As capas ganham destaque na exposição, assim como detalhes ampliados das obras.

 

Livros de artista, uma antologia

Especialmente organizada para a 16ª FLIP, esta exposição traça um panorama da recente produção de livros de artista no Brasil, com trabalhos autorais de 18 criadores:

Alberto Martins

Aline van Langendonck

André Parente

Arturo Perez Gamero

Claudia Jaguaribe

Edith Derdyk

Feres Khouri

Fernanda Lachat

Gilberto Tomé

Giselle Beiguelman

Lucia Mindlin Loeb

Luise Weiss

Marcelo Masagão

Matheus Rocha Pitta

Rosa Esteves

Rubens Matuck

Suely Reis

Thiago Honório

Vale destaque para o livro papiro “Homens brancos”, de Marcelo Masagão que, além de cineasta e curador do Festival do Minuto, lança seu oitavo livro de artista. A obra é composta de uma enorme panorâmica de 7 m x 18 cm, resultado da edição de 23 aquarelas de Debret, ressignificadas. Seus projetos artísticos em pequenas tiragens unem pesquisa de imagens, narrativas visuais, impressão fine art e trabalhos em marcenaria.

 

Intervenção urbana

A partir do livro exibido na casa, Masagão criou uma intervenção urbana. A instalação é composta por 15 aquarelas de Debret, interpretadas pelo artista visual. As imagens impressas em grande formato podem ser vistas nas janelas da Casa Fedrigoni e de 10 outras edificações do centro histórico de Paraty durante a FLIP.

 

Residentes & Nômades

A exposição celebra o talento de Claudio Rocha, André Hellmeister, Carlos Matuck e Frederico Dietzsch, que aproveitam para homenagear o artista gráfico e mestre da colagem Tide Hellmeister.

APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS

Performance: Um botão pequeno (The small button)

Fyodor Pavlov-Andreevich, artista visual, curador e diretor de museu russo-brasileiro, apresenta, durante a FLIP 2018, seu trabalho performático “O Botão Pequeno”, que integra uma nova série de realizações do criador.

A performance será realizada na Casa Fedrigoni, na quinta-feira, 26/7, das 21h à meia-noite. A apresentação é gratuita e aberta ao público. Mais que isso, é totalmente participativa. Nos diálogos entre o artista e seus convidados, o público decide quem fala e quando fala.

“Um segredo dessa conversa é a moderação de diálogos organizados pela vontade coletiva. A condução do público direciona para que a conversa nunca seja lógica, estruturada ou proveitosa, o que ajuda essa interação se tornar uma obra de arte visuais”, afirma o performer.

Importantes personalidades da cultura brasileira, como Iara Jamra, Zeca Baleiro, Amyr Klink, Laura Erber e Gabriela Greeb, a cada meia hora, se revezam nos diálogos com Fyodor. Artista e convidado, um diante do outro, os dois interlocutores dividem uma mesa pequena de madeira. Sobre a tábua, há apenas uma campainha ao centro, com um pequeno botão.

Cada participante escolhe o tema a partir de cartões impressos e o dispõe de modo que seja visível ao público. Morte, Êxtase, Dor, Sexo, Ciúmes, Violência, Admiração, Inveja, Perdão e Raiva estão entre as possibilidades. O diálogo se inicia. Qualquer pessoa do público pode, a qualquer momento e por qualquer motivo, apertar o botão, o que significa interromper quem está falando e passar a palavra para o outro lado da mesa.

 

Música: Roda de Ciranda

Grupo Cirandeiro de Parati

Marcello Alcantara (viola)

Mestre Julinho (cavaquinho)

Mestre Maneco Pacheco (pandeiro)

Fernando Alcantara (caixa de folia e rabeca)

O grupo musical “Cirandeiros de Paraty”, composto por jovens da cidade, convida e homenageia os mestres Maneco e Julinho. Trata-se de expressão caiçara transmitida de geração em geração, que se configura como uma fusão de estilos, incorporando elementos europeus, indígenas, africanos e até árabes.  

 

Filme: Impressão Minha

Roteiro e direção: Daniel Salaroli, Gabriela Leite e João Rabello

Fotografia: Raoni Maddalena

Produção: Peripécia Filmes e Avocado Edições

Classificação etária: livre

Duração: 27 minutos

Qual o papel do impresso hoje? Qual seu sentido num mundo dominado por telas? Desafiando essas perguntas, uma exuberante cena de publicações independentes vem crescendo no Brasil. Com estreia no dia 14 de julho, o documentário curta-metragem Impressão minha (27 min) é um registro histórico desse momento. Revela personagens e suas ideias sobre o poder da arte impressa, os bastidores dos processos de criação, a produção e a difusão das publicações, além das visões e debates em torno dessa movimentação.

 

Teatro: O caderno rosa de Lori Lamby

Texto: Hilda Hilst

Dramaturgia e Direção: Ana Haddad

Atuação: Glauce Guima

Figurino: Glauce Guima

Composição e arregimentação da trilha sonora: André Rocha

Clarinete: Wagno Gomes

Gravação das composições originais: Pedro Durães

Operação de luz e som: André Vieira

Classificação etária: 18 anos

Duração: 50 minutos

O pai de Lori, uma menina de oito anos, é um escritor à beira da falência e escreve, a contragosto, um livro de pornografias para atender a um pedido de seu editor. Muito criativa, Lori Lamby decide também escrever no seu caderno rosa histórias picantes para assim ajudar o pai a publicar o livro e ganhar dinheiro com isso.

ENCERRAMENTO

No domingo, 29/7, das 11h às 13h, o encerramento da programação é marcado por uma “Conversa de Pescadores” conduzida por Almir Tã com outros mestres caiçaras de Paraty. Eles revelam seus saberes e fazeres na pesca, na trama das redes e na construção de canoas, além de saborosos contos do mar.